quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Alerta, fique Atento - Em setembro, 72% dos estupros de vulnerável no DF foram praticados dentro de casa

Dados obtidos com exclusividade pela TV Globo revelam que, em 93% dos casos, agressores foram pessoas próximas às vítimas. Estudo mostra ainda que maioria dos estupros aconteceu aos domingos.

Número de crianças vítimas de abuso cresce no RJ (Foto: Reprodução)

Somente no mês de setembro, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal registrou 77 casos de estupro. De acordo com relatório obtido pela TV Globo, 45 deles (58,4% do total) foram cometidos contra vítimas vulneráveis – menores de 14 anos, pessoas doentes, com deficiência ou sob efeito de álcool.

Entre os casos envolvendo vulneráveis, 7 em cada 10 ocorreram "dentro de casa" – na residência da própria vítima ou do autor. Investigações apontaram que, em 93% dos casos, vítima e autor tinham algum tipo de vínculo (familiar, afetivo ou geográfico, por exemplo).

As vítimas menores de 14 anos também constam em 7 dos 8 casos de setembro em que "o estupro se consumou após a ingestão voluntária de bebidas alcoólicas", aponta o relatório.

Quem são os estupradores?
Pais, tios, primos, avôs e padrastos foram os principais agressores. Em seguida, estão os conhecidos da família, amigos, vizinhos e até professores. Quando se consideram todos os casos de estupro – incluindo vulneráveis e não vulneráveis – 81% deles foram cometidos por pessoas de convívio próximo às vítimas.

O ambiente escolar também esteve entre os locais onde os crimes foram praticados; nove casos ocorreram em escolas, sendo três deles por intermédio de aplicativos de paquera. Em cinco casos, a droga conhecida como "boa noite, cinderela" foi usada pelos agressores para dominar as vítimas.

Mas nem todas as ocorrências registradas em setembro aconteceram no mesmo mês. Segundo o relatório da Secretaria de Segurança Pública, 30% dos casos notificados no mês passado ocorreram em meses e até mesmo em anos anteriores à data de registro.

Para o especialista em segurança e comentarista da TV Globo, Daniel Lorenz, isso revela um cenário positivo de denúncias, onde as vítimas sentem-se mais seguras para registrar a violência.

Fonte: G1/TV GLOBO
Por Luiza Garonce e Daniel Lorenz, G1 DF e TV Globo

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